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	<title>Pensamento nômade</title>
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	<description>Variedades desde Porto Alegre e Lisboa...</description>
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		<title>Caça à erva-mate em Lisboa: tudo por um bom chimarrão</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 15:02:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Chimarrão]]></category>
		<category><![CDATA[Erva-mate]]></category>
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		<description><![CDATA[Como é difícil lidar com os nossos vícios. Assim que cheguei em Lisboa comecei a sentir na pele essa afirmação. É que preciso confessar que sou viciada em chimarrão. Sim, essa bebida muito apreciada no Rio Grande do Sul é, para mim, um alento e um consolo em todas as horas do dia. E quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=115&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como é difícil lidar com os nossos vícios. Assim que cheguei em Lisboa comecei a sentir na pele essa afirmação. É que preciso confessar que sou viciada em chimarrão. Sim, essa bebida muito apreciada no Rio Grande do Sul é, para mim, um alento e um consolo em todas as horas do dia. E quando estamos em outro país a dificuldade de se encontrar artigos e produtos regionais do lugar de onde somos é sempre complicado.</p>
<p>Sei de casos em que as pessoas recebem pelo correio, por familiares, esse nobre produto pelo fato de não conseguirem achar erva-mate no país em que estão vivendo. Pois bem, ao menos em Portugal há à venda produtos brasileiros em algumas lojas específicas. Antes mesmo de vir para cá já tinha sondado isso no Brasil. Vim tranquila e com endereços certos para achar essa minha preciosidade. Trouxe, na bagagem, meio quilo de erva-mate e um chá pra lá de especial que adoro colocar no chimarrão. Pois bem, qual não foi a minha surpresa e desespero quando, após acabar a minha erva-mate trazida, não encontrei este produto em nenhum local que tinha anotado anteriormente&#8230;</p>
<p>No total foram três dias de procura à erva-mate. Ou melhor, três dias de &#8220;caça à erva-mate&#8221;. No primeiro dia caminhei, caminhei, caminhei, pedi informações sobre as ruas, caminhei, caminhei&#8230; e a erva-mate estava em falta em todo lugar que eu ia. E caminhei por ruas, ladeiras, subi escadarias&#8230; No segundo dia foi a mesma coisa. Peguei na internet outros locais e fui atrás de novo. E nada. O produto estava em falta. Outras vezes nem mesmo a loja eu consegui encontrar, mesmo pegando até táxi para vencer essa caçada às bruxas nessa altura. Nunca na minha vida caminhei tanto. (O que até foi bom, pois nessa semana perdi um quilo e 800 gramas!)</p>
<p>No final do segundo dia fui na última loja que tinha anotado. A &#8220;Loja do bacalhau&#8221;, no Mercado da Ribeira. Fica no Cais do Sodré, em frente a estação de metrô e à beira do Tejo. Desci o Baixa-Chiado em direção ao cais e como sempre fui saboreando as ruas, ruelas, construções antigas, os cafés, o movimento enorme de turistas e as múltiplas línguas que se destacavam nas ruas, etc.  Finalmente encontrei a loja. Porém, a mesma fecha as portas às 19h e já eram 20h. Eu tinha mesmo caminhado outro dia inteiro nessa caça à erva-mate.</p>
<p>Esgueirando-me na vitrine fechada com uma porta de ferro consegui espiá-la por uma fresta. Dali, num momento de alegria inenarrável, vi o que mais ansiava: um pacote de erva-mate em exposição. Uau! Encontrei o meu tesouro! Um tesouro que, embora fechado e lacrado dentro da loja, poderei chegar cedo no dia seguinte e pegar de vez! E foi isso. Fui embora meio triste por não ter encontrado a loja aberta, por não poder voltar o tempo para antes das 19h, mas feliz por finalmente ter encontrado o meu porto seguro. No dia seguinte fui direto na loja. Comprei três quilos de erva-mate Barão do Cotegipe (e também uma térmica que achei numa loja de plásticos no Mercado da Ribeira).</p>
<p><a href="http://pensamentonomade.files.wordpress.com/2010/08/barao-do-cotegipe-erva-mate.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-118" title="Erva-mate Barão do Cotegipe" src="http://pensamentonomade.files.wordpress.com/2010/08/barao-do-cotegipe-erva-mate.jpg?w=950" alt=""   /></a>Depois te ter passado a noite inteira imaginando o chimarrão pronto e isso resolvido finalmente chegou esse momento! De lá pra cá está tudo bem. Meu maior companheiro e laço daqui com o meu estado está vivo e presente todos os dias. Bom demais!</p>
<br />Filed under: <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/chimarrao/'>Chimarrão</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/chimarrao/erva-mate/'>Erva-mate</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/europa/lisboa/'>Lisboa</a> Tagged: <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/chimarrao/'>Chimarrão</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/erva-mate/'>Erva-mate</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/lisboa/'>Lisboa</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/rio-grande-do-sul/'>Rio Grande do Sul</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/115/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/115/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/115/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=115&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Erva-mate Barão do Cotegipe</media:title>
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		<title>Estágio de doutorado no exterior e a escolha das agências para a bolsa</title>
		<link>http://pensamentonomade.wordpress.com/2010/08/04/110/</link>
		<comments>http://pensamentonomade.wordpress.com/2010/08/04/110/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 16:37:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bolsa]]></category>
		<category><![CDATA[Capes]]></category>
		<category><![CDATA[CNPq]]></category>
		<category><![CDATA[Doutorado sanduíche]]></category>
		<category><![CDATA[Estágio de doutorado no exterior]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia 14 chegou e neste dia aterrizei em Lisboa. Foi um longo percurso até esse momento exato. Primeiro, abdiquei de um concurso em grande parte para poder realizar o antigo sonho de morar fora do país e conseguir usufruir tudo que uma experiência desse tipo proporciona. Depois, acelerei a escrita e defesa da proposta de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=110&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 14 chegou e neste dia aterrizei em Lisboa. Foi um longo percurso até esse momento exato. Primeiro, abdiquei de um concurso em grande parte para poder realizar o antigo sonho de morar fora do país e conseguir usufruir tudo que uma experiência desse tipo proporciona. Depois, acelerei a escrita e defesa da proposta de tese para cumprir os prazos iniciais de entrada da documentação para a solicitação de bolsa de estágio no exterior. Fora as complicações para dar entrada aos papéis, principalmente em relação ao pedido de bolsa Capes, deu tudo certo e me inscrevi para a Capes e CNPq. As duas bolsas foram concedidas e precisei optar por uma. Optei pela do CNPq devido a seis fatores principais:</p>
<p>1. a primeira mensalidade é paga no Brasil (a Capes paga somente quando já se está fora do país, e pelo que já ouvi isso pode demorar mais de um mês&#8230;);</p>
<p>2. todo o processo para a inscrição na Capes passou pela secretaria do PPG que faço parte, depois pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação da minha Universidade e finalmente pela própria agência. Já a inscrição pelo CNPq foi direto pelo site (feito online por mim e minha orientadora) e foi facílimo. Achei melhor esse contato direto, pois em caso de férias e afastamentos na secretaria e na própria universidade a agência não para e isso não causará maiores transtornos, como na época da minha inscrição pela Capes (em pleno mês de fevereiro). Embora depois de implementada todo o processo siga sendo feito somente pela Capes&#8230;;</p>
<p>3. a minha bolsa de doutorado no país é pelo CNPq, e também fui bolsista por essa agência no mestrado e na iniciação científica. Sim, posso dizer que um lado sentimental falou mais alto também. Além disso, por ser bolsista do CNPq no Brasil, ao optar por essa agência no exterior não precisei pegar nenhum comprovante de suspensão temporária de bolsa (se fosse pela Capes precisaria de mais esse papel). Outro fator importante: a suspensão temporária e a reativação no meu retorno serão feitas de forma automática pelo CNPq, sem intervenção de meu PPG;</p>
<p>4. Tanto pela Capes quanto pelo CNPq solicitei seis meses de bolsa para estudos no exterior. Pela Capes o tempo solicitado e concedido são improrrogáveis. Pelo CNPq posso reavaliar isso durante a estada no exterior e até dois meses antes do fim da bolsa posso solicitar prorrogação, se for o caso (por até mais seis meses). Acredito, até o momento, que seis meses serão suficientes para mim, mas vá que mude de idéia?</p>
<p>5. a bolsa do CNPq não tem suplente, mas a da Capes poderá ser utilizada por outra pessoa. Assim, se optasse pela da Capes a do CNPq não seria transferida a mais ninguém, mas a da Capes sim. Esse foi um fator importante na minha decisão;</p>
<p>6. com a bolsa é da Capes é necessário viajar até o 15º dia útil do mês inicial de viagem (e o pagamento é proporcional ao dia de partida). Já pelo CNPq pode-se viajar até o 15º dia sem desconto na mensalidade. E caso a documentação não fique pronta ou ocorra algum outro problema, pode-se viajar no mês seguinte ainda. Pela Capes a perda de prazo significa perda da bolsa em si. E como fui vendo, por mais que a gente se antecipe e cumpra os nossos prazos antes, as agências e o processo de solicitação de Visto se são em um tempo paralelo, que não temos como administrar&#8230; (embora seja produtivo pressionar e se informar constante sobre como estão esses andamentos);</p>
<p>Bem, até o momento estou feliz com esta experiência e com a bolsa em si. Ainda no Brasil a implementação dela foi muito lenta e fiquei com várias preocupações sobre se tudo daria certo, mas no fim valeu e deu tudo certo. Nos próximos posts espero comentar mais sobre esse processo, a experiência que estou tendo, a pesquisa que estou realizando por aqui, assim como aspectos do cotidiano&#8230;</p>
<br />Filed under: <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/bolsa/'>Bolsa</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/bolsa/capes/'>Capes</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/bolsa/cnpq/'>CNPq</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/doutorado-sanduiche/'>Doutorado sanduíche</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/estagio-de-doutorado-no-exterior/'>Estágio de doutorado no exterior</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/europa/'>Europa</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/category/europa/lisboa/'>Lisboa</a> Tagged: <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/bolsa/'>Bolsa</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/capes/'>Capes</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/cnpq/'>CNPq</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/doutorado-sanduiche/'>Doutorado sanduíche</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/estagio-de-doutorado-no-exterior/'>Estágio de doutorado no exterior</a>, <a href='http://pensamentonomade.wordpress.com/tag/lisboa/'>Lisboa</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/110/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/110/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/110/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=110&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre 2007&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jan 2008 17:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desejos]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Vida acadêmica]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando iniciei esse blog (lá em janeiro de 2005, e em outro servidor), meu principal objetivo era registrar os descaminhos de minha pesquisa no mestrado em Educação da UFRGS. Ainda estava em êxtase pela conquista de realizar um forte desejo: a possibilidade de, no mestrado, seguir pesquisando e me preparando para a vida acadêmica. Desde [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=100&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando iniciei esse blog (lá em janeiro de 2005, e em outro servidor), meu principal objetivo era registrar os descaminhos de minha pesquisa no <a href="http://www.ufrgs.br/faced/pos" target="_blank">mestrado em Educação</a> da <a href="http://www.ufrgs.br" target="_blank">UFRGS</a>. Ainda estava em êxtase pela conquista de realizar um forte desejo: a possibilidade de, no mestrado, seguir pesquisando e me preparando para a vida acadêmica. Desde lá muita coisa foi ocorrendo, mas que não foram sendo registrados aqui. Por <i>n</i> motivos fui deixando esse espaço de lado. Talvez porque a vida <i>offline </i>exija muito e a <i>online </i>esteja cada vez mais movimentada também.Minha dissertação de mestrado teve como material empírico escritas de comunidades  do <a href="http://www.orkut.com" target="_blank">orkut</a>, principalmente, e também de blogs de emagrecimento. Esse já é um motivo pelo qual fiquei muito mais no orkut e menos, bem menos, aqui. Além disso, a quantidade de materiais que escrevi para a dissertação (considerando, aí, que acabamos escrevendo MUITO mais do que utilizamos &#8211; é, de certo modo, uma &#8220;lógica do descarte&#8221; que se faz presente quando estamos pensando e escrevendo, escrevendo e pensando, afinal, a escrita vai sendo &#8220;lapidada&#8221; dia a dia) também me fez não aproveitar tanto as possibilidades que esse espaço oferece. Somado a isso, a produção de artigos para eventos e seminários do pós.</p>
<p>Depois, a partir de março de 2007, trabalhando como tutora no <a href="http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/informacoes/" target="_blank">PEAD</a>, passei a escrever ainda mais , seja nos comentários sobre as atividades dos alunos (nas interdisciplinas de Alfabetização, Infâncias e História e também em Artes Visuais), nos atendimentos online e em outros blogs envolvendo o próprio PEAD. Enfim, foram tempos de muitas escritas; pena que não tanto aqui.</p>
<p>Durante esses últimos três anos muitas coisas boas ocorreram. Para me centrar no último ano:</p>
<p>1. defendi a dissertação. A banca foi ótima e MUITO generosa com o meu trabalho. O trabalho foi aprovado sem necessidade de alterações e com indicação para publicação. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />   Considerando que eu sou uma das milhares de pessoas que está sempre insatisfeita com a escrita, com as discussões que está movimentando, acho que isso foi muito estimulante, apesar da constante insatisfação estar cada vez maior (o que é bom também &#8211; desde que se cuide os exageros -, pois demonstra que sabemos que sempre podemos melhor e que isso pode ser buscado através do estudo, muito estudo. Além disso, tendo consciência de que não há um &#8220;estado&#8221; passível de ser alcançado, mas há a aprendizagem constante&#8230;).</p>
<p>2.  ter iniciado a trabalhar no <a href="http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/informacoes/" target="_blank"></a>PEAD foi outro ponto muito positivo. Além de estar experienciando outras possibilidades na área da educação que eram bastante desconhecidas para mim, conheci pessoas muito bem qualificadas e isso vem sendo um aspecto muito importante para a minha qualificação profissional. Venho aprendendo muitas coisas novas tanto em áreas específicas de ensino no qual venho atuando, quanto no próprio modo de gestar um curso e suas práticas internas, como a centralidade e potencialidade de um trabalho interativo e coletivo. São relações com os alunos do curso, tutores e professores que vem me mostrando que há muita prática diferenciada sendo produzida. Desde o início vem sendo um desafio trabalhar na educação a distância, mas algo que vem me transformando profundamente. Junto a isso, em agosto iniciei a especialização na tutoria a distância e aí um novo desafio: ser aluna a distância, as exigências pessoais necessárias para dar conta de tudo. Interessante poder, agora, se colocar no lugar dos alunos, visto que são novas possibilidades aí. O curso é bastante presencial, mas também há aulas em que precisamos trabalhar a distância.</p>
<p>3. De agosto a dezembro fiquei estudando para a seleção do Doutorado. Produzi o anteprojeto de pesquisa, memorial, arrumei currículo, etc. Foi bem difícil pensar em um novo objeto de pesquisa. Depois do mestrado estava (e estou ainda) sedenta por estudar muitas coisas variadas. Foi difícil fazer apontamentos que direcionasse a alguns pontos que convergissem. Um ufa quando passei na prova e, depois, quando passei na entrevista! Dia 18 de dezembro soube que deu tudo certo e em março começo o doutorado! Uma alegria imensa e a certeza de ter muitos novos desafios pela frente. Mas se queremos enfrentá-los certamente tudo fica mais fácil!</p>
<p>Haveria muitas outras coisas para relatar, mas ficarei nesses três pontos por ora. Por fim, quero agora tentar escrever mais por aqui. Talvez sem o compromisso de fazer um blog acadêmico (visto que, em offline, a academia já estará exigindo bastante coisas), mas como uma possibilidade de escrever as coisas que me tocam, que me transformam, que fazem com que eu tenha vontade de escrever&#8230;</p>
<p align="center">***</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Estereótipos, preconceitos e hábitos</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Mar 2007 22:25:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Preconceitos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os estereótipos são os lugares comuns do discurso, o que todo mundo diz, o que todo mundo sabe. Algo é um estereótipo quando convoca mecanicamente o assentimento, quando é imediatamente compreendido, quando quase não há nem o que dizer. E grande é o poder dos estereótipos, tão evidentes e tão convincentes ao mesmo tempo. Os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=83&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Os estereótipos são os lugares comuns do discurso, o que todo mundo diz, o que todo mundo sabe. Algo é um estereótipo quando convoca mecanicamente o assentimento, quando é imediatamente compreendido, quando quase não há nem o que dizer. E grande é o poder dos estereótipos, tão evidentes e tão convincentes ao mesmo tempo. Os preconceitos são os tópicos da moral, o que todo mundo valoriza igualmente, as formas do dever que se impõe como óbvias e indubitáveis. E grande é também o poder dos preconceitos. Os hábitos são os automatismos da conduta. O que se impõe em relação à forma de conduzir-se. Os procedimentos que fabricam os estereótipos de nosso discurso, os preconceitos de nossa moral e os hábitos de nossa maneira de conduzir-nos nos mostram que somos menos livres do que pensamos quando falamos, julgamos ou fazemos coisas. Mas nos mostram também sua contingência. E a possibilidade de falar de outro modo, de julgar de outro modo, de conduzir-nos de outra maneira. (LARROSA, 1994, p.83-84).</p></blockquote>
<p>REFERÊNCIA:<br />
LARROSA, Jorge. Tenologias do eu e educação. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). <em>O sujeito da educação</em>: estudos foucaultianos. Petrópolis: Vozes, 1994.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/83/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=83&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Campanha sobre a obesidade infantil</title>
		<link>http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/11/77/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2007 04:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanhas publicitárias]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Infâncias]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ Está sendo veiculada a campanha Diga não à obesidade infantil. Em paradas de ônibus de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte elas já podem ser vistas. Ok, estou ciente da &#8220;problemática&#8221; que envolve essa questão. Nossas crianças (assim como os adultos&#8230;) estão engordando. E isso, conforme pesquisas que vêm sendo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=77&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-76" href="http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/11/77/campanha-nao-obesidade-infantiljpg/" title="campanha-nao-obesidade-infantil.jpg"></a><a href="http://pensamentonomade.files.wordpress.com/2007/03/campanha-nao-obesidade-infantil-2.jpg" title="campanha-nao-obesidade-infantil-2.jpg"></a><a rel="attachment wp-att-81" href="http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/11/77/campanha-nao-obesidade-infantil-2jpg-2/" title="campanha-nao-obesidade-infantil-2.jpg"></a><a rel="attachment wp-att-87" href="http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/11/77/campanha-nao-obesidade-infantil-2jpg-4/" title="campanha-nao-obesidade-infantil-2.jpg"></a><a rel="attachment wp-att-82" href="http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/11/77/campanha-nao-obesidade-infantil-2jpg-3/" title="campanha-nao-obesidade-infantil-2.jpg"></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-92" href="http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/11/77/fanuncio12jpg/" title="fanuncio12.jpg"><img align="left" src="http://pensamentonomade.files.wordpress.com/2007/03/fanuncio12.jpg?w=950" alt="fanuncio12.jpg" /></a> Está sendo veiculada a campanha <a target="_blank" href="http://www.diganaoaobesidadeinfantil.com.br/">Diga não à obesidade infantil</a>. Em paradas de ônibus de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte elas já podem ser vistas.<br />
Ok, estou ciente da &#8220;problemática&#8221; que envolve essa questão. Nossas crianças (assim como os adultos&#8230;) estão engordando. E isso, conforme pesquisas que vêm sendo realizadas, <strong>causa</strong> muitos danos à saúde, tais como diabetes, hipertensão, colesterol, problemas cardiovasculares, etc. Um dos problemas, creio, está no sentido da palavra causa, significando que a obesidade produz certo efeito, no caso, doenças diversas e, pior, ainda até a morte.<br />
Nisso está relacionada a questão do risco (discutido por autores como Ulrich Beck, <a target="_blank" href="http://www.eco.ufrj.br/paulovaz/">Paulo Vaz</a>, entre outros, os quais preciso estudar), onde podemos encontrar algumas idéias sobre como as transformações sociais estão gestando esse tipo de discurso do &#8220;terror&#8221; quando o assunto é a obesidade.<br />
Cabe salientar, ainda, que o risco é uma probabilidade. Logo, campanhas de “terror” como essa serve para mostrar aos indivíduos o quanto o risco afeta a todos, embora em graus diferenciados. Para haver risco é necessário, ainda, haver a possibilidade de escolha para, aí, poder ser tomadas decisões “adequadas” ou não. A responsabilidade é, assim, direcionada a cada indivíduo. No caso de crianças, que são o alvo da referida campanha, a responsabilidade é posta aos pais e dos professores – aliás, coitadas de nós, professoras, quanta responsabilidade&#8230; parece que tudo depende da educação escolarizada –, como está descrito no site:</p>
<blockquote><p>O Brasil já tem cerca de 6 milhões de crianças obesas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, e hoje essa doença é a maior ameaça à saúde pública brasileira. Uma das principais maneiras de combatê-la é a mudança de comportamento, principalmente pais e professores.</p></blockquote>
<p>Outra grave problema é a estigmatização que essas crianças, “gordas”, sofrem. Com campanhas como essa isso tende a se acirrar, pois os discursos da saúde estão permeados por questões morais, as quais envolvem valores e normas. Desse modo, combates à obesidade tendem a se tornar, também, combates aos obesos, que sofrem com os estereótipos, estigmas, preconceitos&#8230;</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/77/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=77&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>No que consiste o feminismo?</title>
		<link>http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/10/no-que-consiste-o-feminismo/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Mar 2007 00:29:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feminismos]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>

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		<description><![CDATA[Dotá-lo, como rotineiramente é feito, como uma mera oposição, confronto entre feministas e homens é, certamente, uma estratégia útil se o objetivo for desqualificar esse articulado grupo. Ontem, no dia internacional da mulher, visitei vários blogs que estavam participando da blogagem coletiva proposta pela Denise Arcoverde, do Síndrome de Estocolmo. Para minha alegria &#8211; e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=70&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dotá-lo, como rotineiramente é feito, como uma mera oposição, confronto entre feministas e homens é, certamente, uma estratégia útil se o objetivo for desqualificar esse articulado grupo.<br />
Ontem, no dia internacional da mulher, visitei vários blogs que estavam participando da blogagem coletiva proposta pela Denise Arcoverde, do <a target="_blank" href="http://www.sindromedeestocolmo.com/">Síndrome de Estocolmo</a>. Para minha alegria &#8211; e também como uma oportunidade de aprendizagem -, li ótimas discussões sobre tal tema, com abordagens que tratam o feminismo como um posicionamento em prol da construção de modos de vida outros para as mulheres e, também, para os demais habitantes desse nosso &#8220;maluco&#8221; mundo.<br />
Assim, e como o objetivo aqui é n-o-m-a-d-i-z-a-r o pensamento (o meu, principalmente) compartilho o seguinte trecho:</p>
<blockquote><p>o feminismo, [...] movimento que nasce no século XIX, caracteriza-se por uma intensa preocupação em criar novos espaços sociais e outras condições subjetivas para as mulheres, na luta contra os modelos de feminilidade impostos pela dominação classista e sexista. Desde as primeiras manifestações pelo direito de voto, ou reivindicando igualdade de salários para as mulheres, as feministas lutaram para alterar as condições de formação e educação das meninas e moças, incitando-as a que procurassem constituir-se autonomamente, rejeitando as sujeições cotidianamente impostas pelo sistema patriarcal e experimentadas na própria carne. Críticas da definição biológica da mulher como estreitamente vinculada ao útero, da maternidade obrigatória e da mistificação da esfera privada do lar, elas têm lutado para que outras formas de invenção de si se tornem possíveis para as próprias mulheres. (RAGO, 2006, p.166).</p></blockquote>
<p>Isso tudo me lembra a célebre frase de Simone de Beauvoir: “não se nasce mulher, se faz mulher”. Logo, &#8220;ser&#8221; mulher é algo que passa pela fabricação nas redes da cultura, o que justifica a multiplicidade de modos de &#8220;ser&#8221; (ou melhor, <em>estar sendo</em>) mulher&#8230;</p>
<p>REFERÊNCIA<br />
RAGO, Margareth. Foucault e as artes de viver do anarco-feminismo. In: RAGO, Margareth; VEIGA-NETO, Alfredo (Org.). <em>Figuras de Foucault</em>. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/70/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=70&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Mulheres! A que estamos sujeitas? O que nos assujeita? A luta continua&#8230;</title>
		<link>http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/03/08/mulheres-a-que-estamos-sujeitas-o-que-nos-assujeita-a-luta-continua/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2007 18:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assujeitamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Blogagens coletivas]]></category>
		<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>

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		<description><![CDATA[Somos assujeitadas a que, ainda, na atualidade? Impossível, obviamente, imaginar-nos livres de sujeições (aquilo que subjaz a nós, nos tornando sujeitos disso. Sub – baixo; Jectus – jazes → jaz por baixo). Dentre um dos mais centrais assujeitamentos contemporâneos creio que estão os discursos – advindos de diferentes áreas do conhecimento como da saúde, psicologia, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=66&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.arte2000.net/artisti/ricci/ita/1.jpg"><img style="display:block;width:200px;cursor:hand;text-align:center;margin:0 auto 10px;" alt="" src="http://www.arte2000.net/artisti/ricci/ita/1.jpg" border="0" /></a>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;"></span></div>
<p>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;">Somos assujeitadas a que, ainda, na atualidade? Impossível, obviamente, imaginar-nos livres de sujeições (aquilo que subjaz a nós, nos tornando sujeitos disso. Sub – baixo; Jectus – jazes → jaz por baixo). Dentre um dos mais centrais assujeitamentos contemporâneos creio que estão os </span><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-15742001000300009&amp;lng=pt&amp;nrm=iso"><span style="font-family:georgia;">discursos </span></a><span style="font-family:georgia;">– advindos de diferentes áreas do conhecimento como da saúde, psicologia, educação física, etc. – que produzem e veiculam discursos normativos sobre o corpo, os quais nos posicionam numa posição de mulher-corpo “naturalizada”. </span></div>
<p>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;">Esse binômio mulher-corpo, aliás, é acionado sobre a divisão binária entre imanência e transcendência em que homens e mulheres são imaginariamente partidos. Estando, nos discursos de modo geral, a imanência (enquanto aquilo que está na materialidade, que é corpóreo) ao lado das mulheres e a transcendência (ligado ao incorpóreo, ao espírito, à razão) ao lado dos homens, somos relacionadas ao espaço privado, doméstico, da maternidade, intuição, passividade, emoção, enquanto os homens são incluídos no espaço público, como sendo dotados de razão, da ação&#8230; Embora essas sejam “cristalizações da imagem” que vem sendo constantemente questionadas e problematizadas (obrigada feministas!), elas ainda persistem de uma forma bem astuciosa, e para atentar a isso basta analisar criticamente algumas pedagogias contemporâneas como: certos programas televisivos, </span><a href="http://www.sindromedeestocolmo.com/archives/campanhas-publicitarias"><span style="font-family:georgia;">campanhas publicitárias</span></a><span style="font-family:georgia;">, revistas, músicas, filmes, etc. </span></div>
<p>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;">Tanto a divisão binária referida quanto a idéia de que “as mulheres não tem um sexo, elas são um sexo” (</span><a href="http://www.unb.br/ih/his/gefem/labrys10/livre/anahita.htm"><span style="font-family:georgia;">leia mais</span></a><span style="font-family:georgia;">), analisada por Colette Guillaumin, atrela, assim, os significados do “ser mulher” ao corpo. O corpo das mulheres é, desse modo, transformado em sexo. Aí podemos encontrar, então, uma das principais condições de possibilidade para o centramento dos discursos corporais normativos sobre as mulheres (embora o seu delineamento aos homens não seja nem um pouco desprezível). Ora, as exigências estéticas são mais endereçadas ao gênero feminino por uma série de razões, entre elas o fato das mulheres serem postas como responsáveis pela sedução e erotismo nas relações amorosas e sexuais – pois é o seu “corpo” que parece predominar como alvo preferencial nas aproximações com um par amoroso ou sexual. Nesse sentido, </span><a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=415OPP001"><span style="font-family:georgia;">propagandas de cervejas </span></a><span style="font-family:georgia;">vêm sendo pródigas nessa criação das imagens das mulheres atreladas ao corpo e ao sexo. </span></div>
<div align="justify"><span style="font-family:georgia;">Importante salientar o quanto somos assujeitadas por padrões de beleza, juventude e, assim, de corpo. Plásticas, próteses, dietas, musculação são palavras que fazem parte do repertório de um número incalculável de mulheres – e também de homens, sabemos. Até aí, tudo bem. O complicado é que esses são imperativos que funcionam como uma </span><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-71822005000100008&amp;script=sci_arttext"><span style="font-family:georgia;">dobra</span></a><span style="font-family:georgia;">, uma vez que internalizamos o que vem “de fora” para “dentro”, nos produzindo e nos tornando sujeitos desses aprisionamentos. Por isso a urgência das perguntas: precisamos disso? Dependemos do olhar dos outros? Dependemos desses julgamentos? É nisso que consiste uma possibilidade de felicidade (alicerçada numa suposta “liberdade” de gerir e transformar o corpo que, ao mesmo tempo, nos submete a tantos controles mesmo após a “aposentadoria” dos <a href="http://mulher.sapo.pt/Xt10/433373.html">espartilhos</a>)? </span></div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Dito isso, nada mais enjaulador dos modos de viver a “condição de mulher” do que os discursos que dizem de nós ao dizer sobre o nosso corpo. Cada vez mais o mundo é atravessado por morais que tratam desse domínio. “Emagrecer só depende de você”, “não há como ser gorda e ser feliz”, etc., são frases que costumo ler em comunidades do orkut sobre emagrecimento, pró-ana e mia, entre outras, e também em blogs de emagrecimento da web. Um tipo de moral que se aciona a centralidade da aparência para os sujeitos contemporâneos. Cada vez mais parecemos ser aquilo que aparentamos. Então, estar gorda, por exemplo, demonstraria uma negligência de si, uma falta de vontade, de autocontrole sobre si, sobre a sua vida.</div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Tânia Swain diz que “vivemos em meio a condições de possibilidade, condições de imaginação&#8230;”, então que tal aproveitarmos esse dia e todos os demais para, cotidianamente, rompermos fronteiras, amarras e amordaçamentos que nos convocam a sermos assujeitadas à tríade mulher-corpo-sexo? Cada vez mais parece necessário enfrentar o poder onde ele é mais insidioso, que é na produção de modos de vida que ele produz. </div>
<div align="justify"> </div>
<div align="justify"></div>
<div align="justify">Certamente temos muito que comemorar hoje, pois as mulheres de outras gerações e as nossas – assim como as que virão, espero &#8211; vem modificando muito o mundo que vivemos, conquistando os seus espaços e possibilitando, com muita luta, que nos seja possível falar abertamente&#8230; De outro lado, afirmar isso não significa ficar inerte, pois temos ainda muitos motivos para continuar a lutar bravamente. E lutar contra os nossos assujeitamentos é algo que não parece ser possível sem uma <a href="http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/art03.html">ética</a> (e <a href="http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/art02.html">aqui</a>). Expressão que tem a ver, fundamentalmente, com as formas com que damos às nossas vidas. Ética enquanto uma produção crítica de si mesmo, é disso que necessitamos. Colocar na roda a “problematização” constante do que estamos nos tornando&#8230; Então: Mulheres! A que estamos sujeitas? O que nos assujeita? A luta continua&#8230; </span></div>
<p></span><span style="font-family:georgia;">
<div align="justify"><strong>Materiais sobre o tema:</strong> </div>
<p>
<div align="justify"><span style="font-size:85%;">1.</span></span></div>
<p><a href="http://www.scielo.br/scielo.php/script_sci_serial/lng_pt/pid_0104-8333/nrm_iso"><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">Cadernos Pagu</span></a><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">, que pretende &#8220;Contribuir para a ampliação e consolidação do campo de estudos de gênero no Brasil, através da veiculação de resultados de pesquisas inéditas e de textos ainda não traduzidos no país, viabilizando, assim, a difusão de conhecimentos na área e a leitura crítica da produção internacional.&#8221;<br />2. </span><a href="http://www.scielo.br/scielo.php/script_sci_serial/pid_0104-026X/lng_pt/nrm_iso"><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">Revista Estudos Feministas</span></a><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">, cujo objetivo é &#8220;Divulgar a vasta produção de conhecimento no campo dos estudos feministas e de gênero, buscando dar subsídios aos debates teóricos nessa área, bem como instrumentos analíticos que possam contribuir às práticas dos movimentos de mulheres.&#8221;<br />3. Revista </span><a href="http://www.unb.br/ih/his/gefem/"><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">Labrys</span></a><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">.<br />4. Artigo </span><a href="http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v19n48/v1948a02.pdf"><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">Elementos para compreender a modernidade do corpo numa sociedade racional</span></a><span style="font-family:georgia;font-size:85%;">, de Ana Márcia Silva.</span><br /><span style="font-size:85%;">5. <a href="http://www.geerge.com/">Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero </a>(GEERGE). </span><br /><span style="font-size:85%;"></span><br /><span style="font-size:85%;"><strong>IMPORTANTE</strong>: post inspirado pela <strong>blogagem coletiva</strong> proposta pela Denise Arcoverde, do <a href="http://www.sindromedeestocolmo.com/">Síndrome de Estocolmo</a>. <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </span><br /><span style="font-family:georgia;"></span><br /><span style="font-family:georgia;"></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/66/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=66&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Este questionário está rodando por aí. Li, gostei &#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Feb 2007 05:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desejos]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Gostos]]></category>
		<category><![CDATA[Opções]]></category>
		<category><![CDATA[Questionário]]></category>

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		<description><![CDATA[Este questionário está rodando por aí. Li, gostei e resolvi participar também: 3 nomes pelos quais você atende:1) Viviane2) Ví3) Vivi 3 nomes pelos quais você não atende:1) Querida2) Senhora3) Tia 3 nomes de tela:1) Viviane2) vipoa20023) Êfemera 3 coisas que você gosta em você:1) senso de justiça2) sensibilidade3) tranqüilidade 3 coisas que você não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=65&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este questionário está rodando por aí. Li, gostei e resolvi participar também:</p>
<p>3 nomes pelos quais você atende:<br />1) Viviane<br />2) Ví<br />3) Vivi</p>
<p>3 nomes pelos quais você não atende:<br />1) Querida<br />2) Senhora<br />3) Tia</p>
<p>3 nomes de tela:<br />1) Viviane<br />2) vipoa2002<br />3) Êfemera</p>
<p>3 coisas que você gosta em você:<br />1) senso de justiça<br />2) sensibilidade<br />3) tranqüilidade</p>
<p>3 coisas que você não gosta em você:<br />1) timidez<br />2) insegurança<br />3) ser uma chorona inveterável</p>
<p>3 partes da sua herança genética:<br />1) africana<br />2) italiana<br />3) cigana</p>
<p>3 coisas que assustam você:<br />1) violência<br />2) altura<br />3) morte</p>
<p>3 coisas essenciais no seu dia:<br />1) dormir<br />2) internet<br />3) carinho</p>
<p>3 coisas que você está vestindo agora:<br />1) blusa de alça (cor salmão)<br />2) bermuda rosa<br />3) chinelo bege</p>
<p>3 dos seus artistas/bandas favoritos:<br />1) Alejandro Sanz<br />2) Oswaldo Montenegro<br />3) Adriana Calcanhoto</p>
<p>3 das suas canções favoritas:<br />1) Esquadros, Adriana Calcanhoto<br />2) Bandolins, Oswaldo Montenegro<br />3) Dangerous, Roxette</p>
<p>3 coisas que você quer tentar nos próximos 12 meses:<br />1) estudar línguas<br />2) fazer musculação<br />3) conseguir um bom emprego</p>
<p>3 coisas que você vai fazer nos próximos 3 meses:<br />1) terminar a dissertação<br />2) ler<br />3) ficar chateada porque a “coisa” um não está do jeito que eu quero</p>
<p>duas verdades e uma mentira:<br />1) eu quero emagrecer<br />2) quero dormir cedo<br />3) nunca fiz tricot</p>
<p>3 nomes de filhos:<br />1) Analuz<br />2) Leonardo<br />3) Isadora</p>
<p>3 coisas que simplesmente você não consegue fazer:<br />1) andar de patins, skate<br />2) ver menos TV<br />3) ficar menos na web</p>
<p>3 hobbies favoritos:<br />1) navegar na web<br />2) ver filmes<br />3) viajar!</p>
<p>3 coisas que você quer fazer antes de morrer:<br />1) viajar pelo mundo inteiro<br />2) fazer mais pessoas felizes<br />3) cruzar a américa do sul a la che guevara (só não de moto, tenho medo!)</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/65/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/65/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=65&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Das muitas faces humanas</title>
		<link>http://pensamentonomade.wordpress.com/2007/02/20/das-muitas-faces-humanas/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Feb 2007 02:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indiferença]]></category>
		<category><![CDATA[Individualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei por que eu ainda me surpreendo, mas deve ter relação com algo como esperança. Esperança de que a solidariedade humana tenha mais ascensão em meio a tanto individualismo reinante. No site da Zero Hora havia uma enquete (com três opções) com a seguinte questão: Na quinta-feira, a ONU estendeu em mais oito meses [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=64&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei por que eu ainda me surpreendo, mas deve ter relação com algo como esperança. Esperança de que a solidariedade humana tenha mais ascensão em meio a tanto individualismo reinante. No site da <a href="http://www.clicrbs.com.br/jornais/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&amp;local=1&amp;section=Home">Zero Hora</a> havia uma enquete (com três opções) com a seguinte questão:</p>
<p><span style="font-size:85%;"><em>Na quinta-feira, a ONU estendeu em mais oito meses a missão no Haiti. Até quando o Brasil deve manter tropas nesse país do Caribe?</em></span><span style="font-size:85%;"><em>1) Até quando for necessário. O Brasil tem obrigação de ajudar as nações amigas mais pobres.</em></span><span style="font-size:85%;"><em>2) Está na hora de voltar.</p>
<p>3) Nem deveríamos ter ido. O Brasil tem problemas mais importantes para resolver.</p>
<p>Vendo os resultados, a primeira opção tem 26,95% de votos até o momento, a segunda 7,03% e a terceira 66,02%.</p>
<p></em>Pensamentos como esse mostram o quanto a solidariedade está em baixa, por um lado. De outro, o quanto a resistência a esse modo de pensar também é recorrente, pois com olhar esperançoso dá para ver que a primeira opção não está <strong>tãaaaaaaaaao</strong> mal. O importante de salientar é o tipo de imaginário social que se &#8220;apossa&#8221; de nós, tornando possível que modos de pensar como esses se proliferem.</p>
<p></span>Um pensamento ético entra nisso, pois na maioria de votos para a terceira opção está embutido que problemas individuais, em suma, seriam de responsabilidade individual também. Ou seja: <em>por que contribuir com o Haiti? Eles é que se arrumem, não temos nada a ver com isso!</em> Ou, ainda: <em>já temos problemas demais aqui para ajudar outros países, isso não é certo&#8230;</em> Com esse tipo de pensamento ainda esperamos que os países mais abastados estendam as suas riquezas além das suas fronteiras&#8230;</p>
<p>Creio que enquanto seres humanos a responsabilidade de uns por outros não é algo que deve ser limitado a pares amorosos, a núcleos familiares (algo tão forte na moral burguesa), ou qualquer outro tipo de fronteiras que servem para delimitar os &#8220;de dentro&#8221; e os &#8220;de fora&#8221;. Bom seria se todos ajudassem todos, pois assim, certamente, teríamos um mundo melhor. Bem, uma boa dose de <strong>utopia</strong> acho que ajuda a suportar um pouco mais esse mundo, que se transveste de faces às vezes tão cruéis. Isso porque mais do que uma simples resposta na enquete, a resposta mais votada mostra, também, a forma de se locomover no cotidiano de muitas pessoas. E acredito que muito do tipo de violência que hoje vivenciamos advém, igualmente, desse tipo de mentalidade. <em>Você é de &#8220;fora&#8221; da minha comunidade, do meu círculo de &#8220;iguais&#8221;, então você não merece ajuda, respeito&#8230; se quiser procure entre os seus&#8230;</em></p>
<p>O caso de Ali, abaixo, creio que demonstra bem isso. Indiferença e violência tanto por parte dos espancadores quanto dos policiais, que ficaram totalmente OMISSOS. Excerto do blog <a href="http://whodouthinkur.blogspot.com/2007/02/basta_12.html">whodouthinkur</a>:</p>
<p><a href="http://bp2.blogger.com/_ch8Re_3q-dc/RdpcE1AX5bI/AAAAAAAAAAM/XdhBa1xVQQc/s1600-h/ali.jpg"><img border="0" width="320" src="http://bp2.blogger.com/_ch8Re_3q-dc/RdpcE1AX5bI/AAAAAAAAAAM/XdhBa1xVQQc/s320/ali.jpg" height="215" style="float:left;width:320px;cursor:hand;height:215px;margin:0 10px 10px 0;" /></a></p>
<p><span style="font-size:85%;"></span></p>
<p><span style="font-size:85%;"></span></p>
<p><span style="font-size:85%;"></span></p>
<p><span style="font-size:85%;"></span></p>
<p><span style="font-size:85%;"></span></p>
<p><span style="font-size:85%;"></span></p>
<blockquote><p><span style="font-size:85%;">ALI tem 39 anos de idade, é filósofo, um estudioso da raça humana, professor de uma faculdade em São Paulo e, também, escritor. ALI é um cara tranqüilo, sereno, que ama a vida, ama seus amigos. ALI é uma pessoa muito pacífica, ao ponto de ser incapaz de fazer mal à uma mosca. No entanto, ALI tem uma particularidade, que o torna quase singular em comparação à maioria da população: ele é gay. Mas isso não faz dele menos ALI! Ele continua sendo o mesmo cara gente fina de sempre! A única diferença é que ele prefere, entre quatro paredes, estar com meninos ao invés de meninas. Algum mal nisso? Creio que não, já que cada um faz com sua vida particular o que bem entender desde que não prejudique a outrem. Isso é o que podemos chamar de RESPEITO pela diversidade. Todavia, em pleno século XXI, ainda tem gente que acha que os gays não são dignos de respeito&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size:85%;">Madrugada de sábado, 11 de fevereiro de 2007, ALI estava voltando da rua para sua casa com alguns amigos, passando pela Rua da Consolação, nos Jardins &#8211; inquestionávelmente, o reduto gay da cidade de São Paulo &#8211; à 100m da Av. Paulista, quase na esquina da Alameda Santos, quando foi cruelmente atacado por um bando de mais ou menos dez caras, armados de cacos de garrafas em suas mãos. Os covardes em questão trajavam preto, como cavaleiros da morte, e traziam consigo todo o ódio do mundo. Por quê? Talvez porque não tenham a coragem que ALI tem de encarar a vida, talvez porque não tenham a inteligência e sensibilidade de ALI, ou talvez ainda, porque para eles deva ser divertido espancar um ser vivo até quase matá-lo. Apenas diversão para terminar bem a noite. Pobres desalmados! Pobre ALI&#8230;</span></p>
<p><span style="font-size:85%;">Vendo seu amigo sendo atacado, mais que rapidamente, seus companheiros se dirigiram a poucos passos de onde a agressão acontecia, onde havia uma guarita da Polícia Militar. No entanto, qual foi a supresa dos amigos de ALI ao descobrir que, sendo a polícia solicitada para ajudar, estes se omitiram perante à situação apresentada com a justificativa de que &#8220;aquela região não era sua jurisdição&#8221;! Que eficiência! Que humanidade!! Que presteza!!! Então, para a Polícia Militar ajudar ao cidadão em perigo, é necessário checar se este está na jurisdição na qual os mesmos policiais se encontram? O que faziam estes policiais ali, então, fora de sua jurisdição? Estavam &#8220;matando&#8221; trabalho? Ora, se cada policial tem sua jurisdição, onde estariam os policiais da jurisdição correspondente ao lugar onde o crime acontecia?? Não poderiam estes policiais que estão fora de sua jurisdição, comunicar-se via rádio com outros policiais que pudessem prestar socorro ao rapaz sendo covardemente espancado na calçada na frente de seus narizes? Se o dever dessas autoridades é defender o cidadão indefeso, como descrever o paradoxo desta situação?? Faltam-me palavras&#8230;</span></p></blockquote>
<p>Parece-me que não faltam fatos concretos a mostrar o quanto essas questões atravessam, de todos os lados, o nosso cotidiano. Atravessam, sim, assim como ações solidárias que, infelizmente, não adentram muito nas mídias, pois na moral do espetáculo elas não vendem tanto&#8230; Tomara ainda as encontre para postar aqui também!</p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/64/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=64&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O escrever II</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Feb 2007 05:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alguém</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Há tempos me indago sobre o porquê de escrever, sobre o que me motiva a escrever (ato que advém de um processo de leituras, dúvidas, reflexões, algumas certezas, ainda que provisórias&#8230;). A escrita mais imprescindível, me parece, nasce de uma inquietação, de algo que tem a ver com agitação, movimentação, apreensão, preocupação, perturbação. Tem a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=63&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:lucida grande;">Há tempos me indago sobre o porquê de escrever, sobre o que me motiva a escrever (ato que advém de um processo de leituras, dúvidas, reflexões, algumas certezas, ainda que provisórias&#8230;). A escrita mais imprescindível, me parece, nasce de uma inquietação, de algo que tem a ver com agitação, movimentação, apreensão, preocupação, perturbação. Tem a ver com estranhamento. Processo de estranhamento de nós mesmos, pois escrever é, de certo modo, inscrever-se. Assim, estamos naquilo que escrevemos, do mesmo modo que aquilo que escrevemos está em nós.</span><span style="font-family:lucida grande;">Dissertar a respeito é fácil, entretanto, na ação é que ocorrem as complicações. Ora, e por quê? Porque de fato muitas coisas me inquietam (mais precisamente, nos inquietam!!). E, talvez, aí esteja o &#8220;problema&#8221; quando temos prazos acadêmicos (e nos submetemos a eles), quando a academia insiste em querer se apoderar de nossa imaginação da forma mais cruel possível, nos podando com suas regras, normas, reprodução do status quo, com seus prazos que tendem a enjaular todos a um mesmo ritmo que, sabemos, é variável.</span></p>
<p>Com um mundo tão polissêmico, impossível fechar-se em si mesmo e centrar-se apenas no &#8220;tema&#8221; da pesquisa. Eu, ao menos, por mais que tente, não consigo! Ah, e eu queria muito ser mais centrada nisso (quem sabe um tapa-olho não ajuda?)!! Desde que comecei o mestrado vários arquivos já foram abertos com textos que eu gostaria muito de desenvolver. Começo, leio, penso&#8230; mas as obrigações acadêmicas me fazem voltar ao trabalho que, solitariamente, eu desenvolvo. Quando eu ainda era bolsista de iniciação científica eu sonhava em entrar no mestrado para, enfim, ter a liberdade de pesquisar o que realmente me inquietasse. E, como uma das maiores lições do mestrado, aprendo tanto que as inquietações vão sendo modificadas quanto que a minha pretensão de liberdade é ilusão, pois somos regidos por normas que não somos nós que fazemos, embora nós ajudemos elas a se imporem a nós. E para sobreviver nesse mundo talvez isso seja necessário. Ai, que tristeza esse tom tão desolador e &#8220;obediente&#8221;&#8230;</p>
<p>Entretanto, como forma de resistência a isso que, agora, não sei nomear, mas que eu sinto bem presentificado em mim, encontrei no <a href="http://marciabenetti.blogspot.com/"><span style="font-family:lucida grande;">Patifaria </span></a><span style="font-family:lucida grande;">(cujo post </span><a href="http://marciabenetti.blogspot.com/2007_02_01_archive.html"><span style="font-family:lucida grande;">e pronto </span></a><span style="font-family:lucida grande;">foi inspiração para esse post), uma frase muito significativa da autora do blog, a Marcia Benetti Machado: &#8220;para escrever, é preciso ter coragem de viver a imaginação&#8221;. Achei belo, porque preciso reavivar isso em mim. Até minha proposta acho que conseguir lutar para deixar isso latente. A minha dificuldade atual está mostrando que a minha imaginação está sendo bloqueada por motivos outros (tais como: medo? Insegurança? Autocrítica?&#8230;).</span><span style="font-family:lucida grande;">Creio que isso se deve, ainda, a algo que ouvi muitas vezes nesses quase dois anos de mestrado, que era sobre <b>para quem</b> se escreve uma dissertação. Surpreendentemente, ouvi reiteradas vezes que se escreve para a banca examinadora. Eu nunca concordei com isso, pois acho que pensar assim limita muito o processo de criação, tão necessário a um trabalho que mostre o quanto de suor, lágrimas e também felicidade estiveram misturados no longo e trabalhoso processo de escrita. Eu sempre escrevi para mim e para o mundo. Para mim, primeiramente (não é egocentrismo não!!!), porque não consigo escrever algo que não seja inquietante, tanto que minha dissertação trata de como está se dando, atualmente, as produções de si e dos &#8220;outros&#8221; numa cultura tão marcada por discursos sobre o corpo. Esse tema começou a ser delineado quando vi pela primeira vez comunidades do orkut em que o foco das discussões gravitavam em torno do &#8220;odiar&#8221; pessoas &#8220;gordas&#8221;. O tom racista de apartação e desprezo me mobilizou a procurar compreender como escritas como aquelas eram tornadas possíveis em nossa cultura, levando em conta a fecundidade da linguagem que produz e não apenas &#8211; e somente &#8211; conta algo.</span></p>
<p>Para o mundo porque considero esse tema, por exemplo, como de extrema urgência de ser analisado, para que alguma contribuição a tal problemática possa ser dada. Obviamente, sem a pretensão de causar grandes mudanças que, sabemos, não depende de um sujeito em particular, mas é algo que, somando-se a outras iniciativas pode ser algo a ser delineado, dando forma a uma ética, a outros modos de vida, que não apenas submetidas às ordens do discurso que, nos aprisionando a normas corporais, nos fazem julgar a nós e aos &#8220;outros&#8221;.</p>
<p>Enfim, a imaginação não é ativada quando se escreve pensando em agradar uma banca, porque assim nos submetemos a outros e acabamos sendo muito egoístas também, pois essa submissão à banca mostra o nosso conformismo a um tipo de individualismo que demonstra a nossa subserviência para agradar e obter uma &#8220;nota&#8221;, um &#8220;conceito&#8221; melhor. (O mais importante talvez seja deslocar perguntas sobre <b>para</b> <b>quem se escreve</b>, para pensarmos em <b>para que</b> <b>escrevemos</b>&#8230; pois <b>escrever é processo de transformação!</b> Ao menos seria bom que fosse&#8230;).<br />
<span style="font-family:lucida grande;"><br />
Entretanto, creio que isso fica mais fácil de ser efetivado quando estamos na escrita da proposta, pois estou vendo agora que por ter que &#8220;acatar&#8221; muitas das sugestões da banca examinadora ? que, diga-se de passagem, a minha foi sensacional!!! ? isso gera algum tipo de apreensão que tira um pouco a potência da escrita, pois isso se refere a um tipo de caminho trilhado de antemão para nós, impossibilitando que a criação se dê do modo que poderia ocorrer. Para mim isso está sendo um fator de limitação.</span><span style="font-family:lucida grande;"> E fica uma bela lição da Marcia: &#8220;quando você quiser escrever, apenas escreva. reescreva. e pronto. não tem que ter por quê&#8221;. Juro que vou lembrar disso na frente do word, pois assim talvez os tantos por quês motivadores desse post não fiquem me assombrando na hora da escrita, limitando a minha imaginação. Para isso, também vale deixar registrado o belo poema do </span><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Leminski"><span style="font-family:lucida grande;">Paulo Leminski </span></a><span style="font-family:lucida grande;">(publicado no </span><a href="http://marciabenetti.blogspot.com/"><span style="font-family:lucida grande;">Patifaria</span></a><span style="font-family:lucida grande;">):</span><span style="font-family:lucida grande;"></span></p>
<blockquote><p><b><span style="color:#006600;">RAZÃO DE SER</span></b><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;"></span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">Escrevo. E pronto.</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">Escrevo porque preciso,</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">preciso porque estou tonto.</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">Ninguém tem nada com isso.</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">Escrevo porque amanhece,</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">e as estrelas lá no céu</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">lembram letras no papel,</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">quando o poema me anoitece.</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">A aranha tece teias.</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">O peixe beija e morde o que vê.</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">Eu escrevo apenas.</span><br />
<span style="color:#006600;font-family:lucida grande;">Tem que ter por quê?</span></p>
<p><span style="font-family:lucida grande;">PS.: Há também </span><a href="http://pensamentonomade.blogspot.com/2006/04/o-escrever.html"><span style="font-family:lucida grande;">O escrever</span></a><span style="font-family:lucida grande;">.</span></p></blockquote>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pensamentonomade.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pensamentonomade.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pensamentonomade.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pensamentonomade.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pensamentonomade.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pensamentonomade.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pensamentonomade.wordpress.com/63/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pensamentonomade.wordpress.com/63/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pensamentonomade.wordpress.com&amp;blog=856774&amp;post=63&amp;subd=pensamentonomade&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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